Design nos espaços comuns do Condomínio

Design de áreas comuns: estética, bem-estar e funcionalidade
Um bom design vai além de decoração e estética: sua importância também envolve bem-estar e funcionalidade. Em áreas comuns de condomínios, o planejamento deve considerar esses três pontos e seu impacto sobre o convívio de moradores, visitantes e colaboradores. Como passamos boa parte do tempo em ambientes construídos, é importante que esses espaços sejam ergonômicos, acessíveis, confortáveis e visualmente agradáveis.
Acessibilidade e circulação nas áreas comuns
Em espaços comuns de condomínio, as áreas de circulação precisam permitir deslocamento seguro e acessível. Em vez de adotar uma medida única para todos os casos, o projeto deve observar a rota acessível, as áreas de manobra, o fluxo previsto e os parâmetros técnicos aplicáveis, especialmente a ABNT NBR 9050. Rampas, passagens livres de obstáculos, mobiliário adequado e apoios corretamente especificados contribuem para que pessoas com diferentes condições de mobilidade utilizem os ambientes com autonomia e segurança.

Funcionalidade em lazer, piscina e salão de festas
Ambientes de lazer como salão de festas, piscina e academia podem ser otimizados quando funcionalidade e design são pensados em conjunto. Entender como cada espaço será utilizado é o primeiro passo: circulação, proximidade de apoios, organização do mobiliário e escolha de materiais precisam acompanhar o uso real do ambiente. Depois entram cores, texturas e acabamentos, sempre considerando segurança, conforto e facilidade de manutenção, especialmente em áreas molhadas e expostas ao sol.
Hall de entrada: conforto, imagem e manutenção
O hall de entrada é um dos ambientes mais representativos do condomínio: recebe moradores e visitantes e, muitas vezes, funciona também como área de espera. Poltronas, cadeiras, tapetes, quadros e outros elementos podem contribuir para a identidade visual, mas o projeto precisa considerar função, ergonomia, resistência, facilidade de limpeza e manutenção. O equilíbrio entre estética, bem-estar e uso cotidiano evita que a decoração se torne um obstáculo à circulação ou um custo difícil de sustentar.
Para espaços pequenos o ideal é minimizar a quantidade de móveis soltos, priorizar a funcionalidade e utilizar decorações e materiais que tornem a sensação de espaço ampla, como espelhos, por exemplo. Nos espaços amplos é importante preencher o espaço sem precisar de muitos móveis, isso auxilia a deixar o ambiente leve e diminuir os custos. Tapetes são boas opções para ambientar de forma leve e complementar a estética, onde é possível criar áreas de convívio ou mais reservadas em um mesmo espaço, delimitando com tapetes e móveis soltos, sem ser necessário o uso de divisórias.

Dicas rápidas
- Atenção a acessibilidade (certifique-se que todos podem fazer uso dos espaços adequadamente)
- Escolha os produtos adequados (nem sempre o mais barato vai ser o melhor custo benefício, busque informações sobre os produtos sua resistência e garantias)
- Reformas são necessárias (já dizia o velho ditado: “melhor prevenir do que remediar”)
- Design não é apenas beleza (é importante aliar o belo com o funcional, caminhando juntos transformam os ambientes e trazem bem estar)
- Busque profissionais que possam te auxiliar (arquitetos, eletricistas, pintores, encanadores, bons profissionais habilitados podem te ajudar a criar bons espaços e reduzir custos)
Conteúdo de caráter publieditorial/histórico. Para falar sobre design, bem-estar e conforto em ambientes comuns, a Tapeçaria Italiana convidou Carol Kuszkowski, arquiteta e diretora criativa da OKOA Arquitetura, designer e consultora de cores da empresa. A menção comercial é preservada por fazer parte do contexto original da publicação de 2020.
Quem planeja renovar áreas comuns também pode consultar os conteúdos do Diretório sobre retrofit em condomínios e manutenção preventiva e conservação predial.


















