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Economia que vem do sol

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Redução na conta de luz, sustentabilidade e valorização do patrimônio são as principais vantagens da energia solar – forma de geração que cresce cada vez mais no País, especialmente na área residencial. Para falar do assunto e os benefícios para os condomínios, o Síndicos Planning/Diretório Condominial realiza no dia 26 de outubro live com a participação de John Hauptli da CredCrea e Diego Ferreira da Intelbras.

Foto: Divulgação

Com os últimos aumentos da energia elétrica, o custo mais caro da bandeira tarifária vermelha e a crise hídrica enfrentada pelo Brasil atualmente, soluções mais econômicas e sustentáveis de geração de energia têm levado um número expressivo de pessoas a investirem em fontes limpas e renováveis como a solar. No momento, são mais de 765 mil unidades consumidoras com painéis fotovoltaicos conectados à rede elétrica no País, conforme dados do mais recente levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Ainda segundo a entidade, neste ano, a nação atingiu a marca histórica de 7 gigawatts (GW) de potência instalada em telhados, fachadas e pequenos terrenos de residências, comércios, indústrias, produtores rurais e edifícios públicos. Para se ter uma ideia da relevância, o índice representa a metade de toda a capacidade da usina hidrelétrica de Itaipu.

Em constante evolução e com grande potencial de expansão, principalmente no setor habitacional, a opção pela geração distribuída (energia produzida pelo próprio consumidor e que se difundiu no País, sobretudo, devido à implementação de sistemas fotovoltaicos) pode significar uma redução de até 95% na conta de luz de um condomínio, assinala o engenheiro de energia e executivo de Vendas de Soluções e Projetos Especiais da Intelbras, Diego Ferreira. A economia com energia – que em conjunto com o consumo de água e pagamento de colaboradores são os três maiores vilões dos custos de um empreendimento – é um dos principais motivos para a migração para a geração solar.
Ferreira será um dos participantes da live sobre os benefícios e impactos do tema promovida pelo Síndicos Planning/Diretório Condominial no próximo dia 26 de outubro, às 19h30min, no Zoom. Mediado por Luis Pardal, diretor Comercial da Inspiracom Marketing e Comunicação e idealizador do Síndicos Planning, o evento contará também com a presença do diretor de Operações da CredCrea, John Hauptli, que falará, entre outras questões, sobre a linha de financiamento de projetos sustentáveis da cooperativa de crédito, que tem sede em Florianópolis (SC) e atende aos três estados do Sul do Brasil.

Foto: Divulgação

O menor impacto ambiental é outro fator que tem levado muitos usuários a optarem pela colocação de usinas fotovoltaicas em suas casas e complexos residenciais e comerciais. “Hoje, são cerca de 200 condomínios que possuem equipamentos para geração solar homologados junto às concessionárias de energia no País, de acordo com a Absolar”, revela o executivo da Intelbras – empresa catarinense com mais de 45 anos de experiência na fabricação de produtos para segurança, comunicação e energia. Ferreira acrescenta que empreendimentos com painéis fotovoltaicos são mais valorizados. “Com a diminuição da conta de luz proporcionada pela energia solar, reduz o custo mensal dos complexos. Além disso, os condomínios passam a contar com mais recursos para fazer melhorias nas áreas de lazer, contratar mais funcionários, entre outras possibilidades que se abrem”, explica.

A aprovação no Congresso Nacional do marco regulatório da geração própria de energia renovável – o projeto de lei (PL) 5.829/2019 – também vem impulsionando as pessoas a instalarem sistemas fotovoltaicos. Para Ferreira, o PL traz mais confiabilidade para os consumidores, revendedores e fabricantes. “Antes, ficávamos em um mercado de muita incerteza, sem saber como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iria fazer a regulamentação da geração distribuída e se ela seria prejudicial para o segmento ou não”, argumenta.

A proposta, que sofreu modificações na Câmara de Deputados, deve retornar em breve para a aprovação no Senado e depois segue para a sanção presidencial. “Se for confirmada, quem instalar uma usina fotovoltaica nos 12 meses seguintes à aprovação do PL ficará dentro das regras antigas, com tarifação zero por 25 anos”, detalha. Para os novos clientes que chegarem depois desse prazo de um ano, a cobrança de taxas pelo uso da rede das concessionárias acontecerá de forma gradual. “O setor elétrico entendeu que a energia solar evolui tanto que podem ser retirados alguns incentivos que ela recebia, por isso os debates que levaram a essa mudança”, salienta.

Demanda por crédito para iniciativas sustentáveis registra elevação

Outra vantagem dos painéis fotovoltaicos é que eles podem ser instalados em empreendimentos de diferentes tamanhos e em locais como telhados, cobertura de estacionamentos e em áreas comuns. Além da facilidade de implementação, o retorno mais rápido do investimento, que pode levar, em média, de 3 a 5 anos, é mais uma das razões para o crescimento da geração solar no País e a maior procura por financiamento para esse tipo de inovação. Na Cooperativa de Crédito dos Profissionais dos Creas e demais Áreas Tecnológicas (CredCrea), somente em 2021, já foram liberados cerca de R$ 9 milhões através da linha de crédito para projetos sustentáveis lançada pela instituição há aproximadamente três anos e que abrange energia solar, reaproveitamento de água, entre outras medidas ecológicas.Os cerca de 400 condomínios associados da CredCrea que tiverem interesse nesse produto precisam levar o orçamento feito pela empresa contratada para a colocação do sistema fotovoltaico para que seja efetuada a avaliação de crédito. “Com a aprovação, o síndico só precisa apresentar o contrato e a nota do serviço para liberarmos os recursos”, informa o diretor de Operações da cooperativa, John Hauptli. O aquecimento do mercado de geração distribuída é confirmado pelo diretor, que aponta os aumentos da energia elétrica, a crise hídrica como e o marco regulatório do setor como as causas para a elevação da demanda por financiamento para novas iniciativas solares. “As pessoas começaram a enxergar que podem economizar utilizando essa linha de crédito que, mesmo com os juros, tem um custo menor do que o reajuste da conta de luz”, ressalta.

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O produto, destaca Hauptli, possui taxas e prazos atrativos e dois tipos de linhas disponíveis: a com juros pré-fixados e a com juros pós-fixados. Na primeira, o valor da parcela é o mesmo desde a contratação, com a taxa a partir de 0,99% e prazo de 60 meses. Já a pós-fixada possui parte dos juros fixa e a outra variando conforme a Selic. “Ela parte de 0,30% mais CDI (Certificado de Depósito Interbancário), bem mais barata e com prazo de até 120 meses”, descreve. Apesar do receio que muitos podem ter devido ao aumento da Selic, Hauptli enfatiza que o financiamento vale a pena, pois a tarifação fica abaixo dos índices praticados no mercado.

As duas linhas de crédito contam com seis meses de carência, o que permite que os painéis fotovoltaicos dos cooperados passem a produzir e a reduzir o consumo de energia elétrica. “Esse período dá tempo para o associado economizar e pagar o financiamento com os valores que antes iam para a conta de luz”, pondera. O diretor frisa que o produto foi desenvolvido para oferecer mais uma oportunidade aos integrantes da CredCrea para crescerem e se desenvolverem financeira e pessoalmente. “Estamos, como cooperativa, sempre buscando maneiras de beneficiar todos que fazem parte da instituição”, afirma. Além disso, o crédito para projetos sustentáveis atende a uma necessidade do mercado com melhores condições que as disponibilizadas por bancos tradicionais.

Hauptli reforça que somente condomínios cooperados têm acesso a esse financiamento, assim como a outro produto exclusivo da CredCrea: uma linha de crédito voltada para os complexos residenciais ou comerciais que precisam fazer reformas ou consertos emergenciais e não contam com recursos suficientes no fundo de reserva. “Somos especializados em atendimento a esses empreendimentos, com um contato próximo aos nossos associados”, complementa. Atualmente, a cooperativa possui 26 mil cooperados, 15 pontos de atendimento presenciais, além do acesso via diferentes plataformas digitais.

Cuidados na hora de contratar uma empresa para a instalação de sistemas fotovoltaicos

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O espaço disponível e a fatura de energia elétrica do condomínio são os dois itens avaliados inicialmente para definir o orçamento de uma usina fotovoltaica, lista Diego Ferreira, da Intelbras – que atua no setor de energia solar desde 2019. Com esses dados, é possível também definir a quantidade de painéis que serão necessários e o modelo de inversor que será usado (que é o aparelho que fará a conversão da energia que chega dos equipamentos para a rede da concessionária). Depois dessa primeira etapa, é feita uma visita técnica para verificar outros elementos, como o quadro de luz e a capacidade do transformador para suportar a potência do sistema de geração distribuída. A existência de sombreamento de edifícios ao redor ou até mesmo da casa de máquinas ou caixa d’ água é mais um item checado, assim como a presença da luz solar no lugar.

Essas são algumas informações que a empresa contratada para desenvolver o projeto da usina fotovoltaica irá levantar. Ferreira avisa que, antes de selecionar a companhia, os síndicos devem ter cuidados como: pesquisar se ela tem experiência com esse tipo de obra, se o fabricante dos produtos que serão utilizados é conhecido, oferece suporte ao longo de todo o processo e no pós-venda e qual a garantia dos equipamentos. “Os nossos integradores passam por uma certificação técnica para trabalhar com energia solar Intelbras, é um treinamento obrigatório. Com isso, eles têm acesso a uma plataforma de vendas e, dentro dela, contam com auxílio para fazer o dimensionamento do sistema e o orçamento”, detalha.

Depois da instalação, a empresa definirá com o administrador do condomínio uma manutenção periódica, adianta Ferreira. A mais recorrente é a limpeza dos painéis, que acontece de três em três meses ou de seis em seis meses, o reaperto das conexões e um teste do sistema de operação, que pode ser feito uma vez por ano. Com relação à vida útil dos produtos da Intelbras, o executivo de Vendas de Soluções e Projetos Especiais da companhia relata que os módulos fotovoltaicos têm a sua performance garantida por 25 anos e os inversores, dez anos. “Mas, eles duram mais que isso”, assegura. Os demais itens de estrutura também têm prazo de uma década e os conectores, de um ano.
O engenheiro de energia salienta ainda que a Intelbras oferece soluções off e on grid de geração solar. A primeira são sistemas isolados, que funcionam por meio de um banco de baterias em locais onde não há um ponto de energia. Eles podem ser instalados, por exemplo, para atender a uma piscina sem que seja necessário levar cabeamento de rede até o lugar ou para abrir e fechar um portão que fica mais afastado dos ambientes comuns do condomínio ou em luminárias. Já os on grid, que são os mais comuns e demandados, são as usinas fotovoltaicas implementadas para gerar economia de energia e que são conectadas à rede de uma concessionária. Essa solução rende créditos quando a geração excedente do consumidor é “jogada” na rede elétrica da distribuidora, que depois poderão ser abatidos da conta de luz.

Simulação de Orçamento

Para aqueles síndicos que ainda têm dúvidas se vale a pena ou não investir em energia solar no seu complexo, Ferreira sugere que eles façam uma simulação de orçamento no site da Intelbras para ter uma ideia dos valores envolvidos e ter mais dados para apresentar aos condôminos.

A página pode ser acessada no link: https://intelbras.com/pt-br/energia-solar/simulador.

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