Cuidados com o ar-condicionado e Higienização

Por que a higienização do ar-condicionado é importante
Quando os aparelhos de ar condicionado em imóveis ou veículos não são limpos adequadamente, as pessoas podem estar respirando fungos, ácaros, vírus e bactérias. Esses micro-organismos, que são invisíveis, ficam suspensos no ar e podem se acumular nos filtros dos aparelhos.
Quem respira o ar sujo pode ter crises de rinite, sinusite, asma, bronquite e até contrair doenças graves, como pneumonia. Para evitar problemas, o cuidado com a higienização é fundamental.
Atualização editorial (2026): a qualidade do ar em ambientes climatizados de uso público e coletivo deve ser acompanhada conforme a legislação e as normas técnicas aplicáveis. A Lei nº 13.589/2018 exige Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) para os edifícios abrangidos pela norma. A antiga Resolução RE nº 9/2003 da Anvisa, citada durante muitos anos como referência para qualidade do ar interior, foi revogada em 2024; atualmente, a avaliação deve considerar a regulamentação vigente e referências técnicas atualizadas, com acompanhamento de profissional habilitado quando aplicável.
Manutenção, filtros e qualidade do ar
A manutenção dos aparelhos é essencial, com atenção à limpeza de filtros, bandejas e demais componentes conforme o tipo de sistema, as orientações do fabricante, o PMOC quando aplicável e a avaliação técnica responsável.
A limpeza e a substituição dos filtros devem seguir a periodicidade definida para cada equipamento e condição de uso. Em ambientes com maior carga de poeira ou uso intenso, a necessidade de inspeção pode ser mais frequente; por isso, não há um único intervalo adequado para todos os sistemas.
Filtros e componentes devem ser higienizados conforme as instruções do fabricante e o plano de manutenção aplicável, evitando procedimentos genéricos que possam danificar o equipamento ou reduzir sua eficiência.
Os dutos de ventilação e os reservatórios de água necessitam de rigorosa limpeza periódica. Em prédios com instalações centrais, a situação pode se agravar. Os hospitais não fogem à esta regra e, até mesmo os de primeira linha enfrentam problemas de contaminação pela insuficiência de manutenção e higienização adequadas.
Atenção aos sistemas que utilizam água
A bactéria Legionella merece atenção especialmente em sistemas prediais que utilizam água e podem gerar aerossóis, como torres de resfriamento associadas a alguns sistemas centrais. Unidades domésticas e splits convencionais não utilizam água para resfriar o ar dessa forma e não devem ser tratados como a mesma fonte de risco. A prevenção depende de projeto, operação, manutenção e controle adequados dos sistemas envolvidos.
Vale lembrar que o aparelho de ar condicionado sem higienização também pode ser colonizado por fungos, os quais, disseminados, levam a quadros alérgicos.
Na forma menos grave pode provocar sintomas inespecíficos: irritação nas mucosas do nariz, da laringe ou olhos, chiado e tosse, tontura, dor de cabeça, letargia ou irritabilidade.
Em situações de exposição a contaminantes do ar, pessoas sensíveis podem apresentar sintomas respiratórios e quadros alérgicos, o que reforça a importância da manutenção periódica e criteriosa dos sistemas. Para uma visão mais ampla, veja também Edifício conservado e seguro e o conteúdo sobre planejamento de manutenção e obras em condomínios.

















