Master Síndico Henrique Fogaça

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“Entre Rock’n’Roll, motos, tatuagem e panelas, fui reeleito Síndico”

Foto: Fotogastro

“Comida não pode ser um artigo de luxo” uma das frases do Chef Henrique Fogaça mais marcantes e também a mais verdadeira. Seus pratos são uma fusão da alta gastronomia com a culinária brasileira contemporânea, trazendo ingredientes que para alguns seriam comuns, os transformando em um prato impecável entre sabor e apresentação.

Ir até o Sal Gastronomia é garantia de encontrar um prato com elementos que se complementam tanto nas cores, sabores, cheiros e texturas, e a certeza que tudo foi elaborado sob um padrão, um olhar preciso e muito cuidado. Vale uma atenção especial às variedades de sobremesa. Ir até lá e não pedir o prato final é quase um sacrilégio.

Trajetória do Chef

Foto: Fotogastro

No começo da carreira, Henrique ia de madrugada ao Ceasa comprar novos ingredientes e passava a noite toda misturando, experimentando e testando suas descobertas. Após anos de estudos e feedback dos clientes, o Chef oferece hoje pratos autorais com muita personalidade, elaborados com ingredientes de qualidade. Hoje, o também jurado do reality da BAND, divide a vida entre as cozinhas das duas unidades do Sal Gastronomia SP, Sal Gastronomia RJ, Sal Grosso RJ, Jamile SP, Cão Véio SP, mais filiais pelo Brasil e a família, que é a sua base e o que o faz querer ser melhor a cada dia.

Inspiração

Pai da Olivia, João e Maria Leticia. Cozinheiro, vocalista da Banda Oitão, empreendedor, motociclista e sempre pronto para se arriscar pelo lado bom da vida. Começou a sua jornada com muita luta, quebrou barreiras, venceu dificuldades e seguiu.

A caveira representa o que ele leva como lema em sua vida, por baixo dessa pele, independente da cor, credo ou classe social, somos todos iguais. O que importa é a nossa luta diária de querer fazer o melhor para o próximo e a si mesmo. Fazer o bem é algo que não é glória pra ninguém, é a paz que toda alma deveria buscar.

A vida é cheia de nãos

Foto: Fotogastro

Eu nunca fui acomodado, talvez seja por isso que a vida me permita viver todos os dias novos desafios. Sempre questionei, nunca me limitei, nem tão pouco concordei que eu não poderia fazer algo diferente e melhor a cada dia que nascia. Eu sempre acreditei que eu poderia receber ao menos um sim que pudesse fazer a diferença. Comecei a cozinhar exatamente porque eu senti a necessidade de comer melhor e de uma maneira mais saudável, já que a vida em São Paulo é corrida e morar sozinho quase sempre é viver de congelados. No começo da minha carreira como chef eu trabalhava o dia inteiro no pequeno espaço que era o Sal, passava a madrugada no ceasa comprando novos ingredientes e seguia noite a fora misturando, experimentando e testando. Quando a minha filha Olivia nasceu a vida me deu uma nova oportunidade de ser melhor, dessa vez eu tinha mais um motivo para não ligar para os nãos da vida, eu já havia recebido um sim acompanhado de um sorriso leve e que me transforma todos os dias. Mas digo com propriedade que o que era um problema de saúde da minha pequena, me transformou em um homem melhor com ainda mais garra e força de vontade. A empatia se fez presente em minha vida, nos meus dias. Em 2008 tive a oportunidade de dar aula de gastronomia no O Instituto Chefs Especiais, que pra quem não conhece é uma ONG que atua desde 2006 com o intuito de facilitar a inclusão social e autonomia para pessoas com Síndrome de Down através da gastronomia.

Atualmente com a vinda da Pandemia, desenvolveu outro Projeto Social juntamente com seus dois sócios do Restaurante Jamile que chama Marmita do Bem, onde eles entregam semanalmente marmitas para moradores de rua.

E sobre os nãos? Foram eles que me fizeram chegar até aqui.

Henrique Aranha Fogaça

  • Cidades em que atua como síndico: São Paulo – SP
  • Síndico em: 1 condomínio, síndico morador
  • Tempo de atuação como síndico: primeiro ano, foi reeleito
Foto: Fotogastro

Entre Rock’n’Roll, motos, tatuagem, panelas e luta, como gosta de se definir, como surgiu a oportunidade de ser síndico?
A oportunidade de ser síndico foi mais pelos meus anos de experiência como empreendedor nos restaurantes e uma questão meio ruim que estava no prédio de uma má gestão, acabei comprando a briga e conseguimos pegar esta gestão para melhorar o prédio.

Como é ser síndico e ao mesmo tempo uma personalidade conhecida e admirada no Brasil e no mundo?
Eu tenho um braço direito muito forte que fica na linha de frente, que é o Inácio.
Só tenho gratidão, porque é um trabalho que eu faço, e na televisão eu sou bem como eu sou na vida real, então esta transparência me deixa muito feliz por saber que é um programa admirado.

Qual o maior problema que já teve que resolver como síndico?
O maior problema foi pegar a administração. Desde o começo, antes de eu ser síndico, era tipo uma guerra para poder fazer a assembleia de uma forma justa, como segue nas normas e nas leis, e os problemas que ficaram: dívidas, um monte de coisas erradas, um prédio mau cuidado, um monte de notas frias, enfim, vários problemas que demora mais um tempo para ajustar, mas neste primeiro ano já fizemos muitas coisas boas.

Qual a situação mais engraçada ou inusitada que já presenciou nos condomínios?
Este prédio é muito grande, então tem uns moradores que dão trabalho. Nestes tempos tiveram uns moradores que me chamaram na garagem pra resolver coisas às 06 horas da manhã.

O maior desafio nas Assembleias?
Não tem nenhum desafio, a gente é muito transparente, as administradoras que estão aqui ajudando a gente, o dia a dia muito transparente das contas, das ações, então não tem nenhum desafio, só mostrar o trabalho que está sendo feito.

Quem sempre esteve ao seu lado quando precisou?
Quem sempre esteve ao meu lado é o Subsíndico, sempre! E o pessoal do Conselho também. Tudo muito novo, mas todo mundo tem a mesma mentalidade e filosofia. Tem as divergências em algumas questões, mas na ponta final, a vontade é igual de todos.

Que legado deseja deixar?
Um trabalho bem feito, justo, transparente, tanto para as pessoas que trabalham no prédio, quanto para os moradores. Tudo muito bem analisado, discutido em conjunto. Acho que todo mundo, principalmente o pessoal do Conselho, e as questões do prédio a gente acata tudo e procura fazer com que todo mundo fique satisfeito. Então o legado que quero deixar é um trabalho transparente, verdadeiro, uma boa gestão.

Conselho De Síndico para Síndico:
Fique atento às questões das pessoas que moram no prédio, cuide bem de quem mora lá, e em qualquer ação que for fazer no prédio, seja uma reforma, ou mudança, que seja tudo muito bem cotado, em duas, três, quatro empresas. Compartilhar com todo mundo para que estejam cientes do que precisa fazer no prédio. Acho que isso é fundamental!

Uma dica para quem vai ser síndico pela primeira vez:
Tenha a vontade da mudança, de suprir a insatisfação de onde você vive, e lute para conseguir entrar e fazer da melhor forma. Acreditar!

Como é o síndico do futuro?
O síndico do futuro é um síndico atendo aos mínimos detalhes, em todas as questões de administração, de cuidado. Porque quem cuida tem! Então isso se aplica tanto em questões pessoais, como no trabalho. Filosofia do que é importante e do que é pra ser bem feito.

Quem é o Henrique Aranha Fogaça?
Henrique Aranha Fogaça, sou uma pessoa que gosta de trabalhar, que gosto de fazer o que eu amo dentro do esporte, da música, da minha profissão de cozinhar, dos meus filhos. Eu sou uma pessoa comum, normal, porém interativa, e pra mim não tem obstáculo! A gente tem que ter metas na vida, ir atrás, se superar a cada dia, errar pra poder acertar, enfim, não desistir!

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